sábado, 17 de abril de 2010

Transgenderismo de Maria

Terre Thaemlitz
Eu odeio religião. Odeio todas as religiões. Sem excepção. A vossa também. Odeio espiritualidade. Odeio todas as formas de viver espirituais. Odeio todas as formas de pensamento espirituais. Isto inclui espiritualismo secular, agnosticismo, superstição, astrologia, advinhação, leituras do carácter pessoal através do tipo sanguíneo, homeopatia, poder dos cristais, anjos, pessoas que racionalizam as suas crenças no vazio com a frase "ninguém sabe bem o que acontece depois de morrerem", e pessoas que acreditam que os Budistas nunca começaram uma guerra.

Nunca encontrei uma forma de espiritualidade que não envolvesse a reificação da ignorância individual e comunal. A espiritualidade mitiga a nossa incompreensão do material com contos sobre forças possuidoras de um conhecimento que consideramos faltar em nós próprios, muitas vezes personificado como seres ominipresentes. (...) A fé nos deuses é inseparável do nosso medo da confusão, do medo simultâneo do silêncio e do ruído, da nossa procura juvenil pela ordem onde a ordem não existe. (...) apresentar a fé como "a solução para o mundo de hoje" é fechar os olhos a séculos de dominação religiosa infernal que antecederam o fenómeno relativamente recente do Estado (na realidade, nunca muito) secular. A religião não é uma alternativa. É precedente. É tradição. É a nossa merda colectiva empilhada desde milhas de profundidade e ao longo de uma eternidade.


Quem o diz é Terre Thaemlitz, ou DJ Sprinkles como é conhecido nas pistas de dança, no concerto-conferência que deu ontem em Serralves, para uma pequena plateia curiosa por este multifacetado artista transgender.
No seu "Rosary novena for gender transitioning", explica-nos como, biologicamente, a procriação assexuada da Virgem Maria poderá ser interpretada como uma história de transformação de género.
Soube a pouco mas amanhã há mais!

1 comentário:

Pedro Costa disse...

foi uma lavagem cerebral saudável!!! gostei!!!