quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cat Power, até já!

Os carregadores [bahok]


Ontem à noite dei um pulo rápido a Guimarães para ver "Bahok", a última peça do bailarino e coreógrafo Akram Khan numa colaboração com o Ballet Nacional da China.
Oito bailarinos de diferentes nacionalidades encontram-se na sala de espera de um qualquer aeroporto, numa espécie de limbo temporal. Não têm destino. Talvez a única viagem que irão fazer é uma viagem de auto-descoberta. Aí irão interagir física e verbalmente, procurando uma linguagem comum que lhes permita partilhar as suas memórias e experiências individuais. Todos são nómadas, carregadores de identidades. Um belo elogio à multiculturalidade, uma espécie de versão da Torre de Babel dos dias de hoje. A não perder.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Receita para um bom cuscus

Hafsia Herzi, em La graine et le mulet
As cores do porto de Sète. O cansaço e o silêncio de Slimane. A energia e a determinação de Rym*. Os sabores e conversas na mesa de Souad. As músicas e ritmos do Magrebe. As uniões e desuniões de uma família. As burocracias e etnocentrismos de França. A câmara e o argumento de Abdellatif Kechiche. A performance e entrega dos actores.
É de tudo isto e muito mais que é feito "La graine et le mulet" ou, num mau português, "O segredo de um cuscus".

*Não esquecerei facilmente a belíssima actriz Hafsia Herzi.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Hold me, touch me

Catalunya 2008 - Take 1

L'amics del Pardal
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Cidadão do mundo

Sobrevoando a Catalunya
A nove mil metros de altitude, se ainda teríamos alguma dúvida, percebemos facilmente que todos nós estamos mais conectados do que poderíamos imaginar. As distâncias encurtam-se. Em pouco mais de uma hora, percorrem-se mais de mil quilómetros. Somos todos vizinhos uns dos outros. As diferenças desvanecem-se, as fronteiras são imperceptíveis. Não há línguas, religiões ou políticas que nos dividam. O mundo é a nossa casa.