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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quinze queers

O Queer Lisboa está aí para quem queira e possa assistir. Eu já lá estive e saí medianamente satisfeito. Muito contente por ver que o festival é levado mesmo a sério e que há público para compor as salas. Menos satisfeito fiquei com a escolha de filmes feita por mim, mas uma viagem de fim de semana não dá para muito mais. Mas, felizmente, foi-nos dada, pela primeira vez, a oportunidade de ver mais uns quantos filmes em competição, independente de onde encontremos. E já agora, umas extensõezinhas, não estão previstas?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Gelados caseiros


Cazwell - Ice Cream Truck por INgrooves

O calor de verão antecipado faz-nos ter vontade de comer gelados, muitos gelados! Uma promoção do Pingo Doce fez-me fazer uma compra tantas vezes ponderada e adiada: uma máquina de gelados! Agora são gelados de morango com manjericão, de poejo ou de baunilha e coentros. As receitas não faltam e a vontade para fazê-los também não. Quem prova?

quinta-feira, 24 de março de 2011

De pequenino...

A rede ex-aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes, com o seu Projecto Educação LGBT, desde 2005, tem promovido uma série de debates e sessões de esclarecimento sobre orientação sexual e identidade de género nas escolas deste país. Estas sessões são dinamizadas por uma equipa de jovens voluntários dotados de formação específica, permitindo-lhes responder às mil questões que lhes são colocadas, educando professores, alunos e outros agentes escolares contra a discriminação.

Está na hora de darmos o nosso contributo, tornando-nos padrinhos e madrinhas, para que o projecto possa crescer e chegar a cada vez mais escolas.

Organizar cada sessão custa, em média, 20 euros. E porque não sermos nós a doar esses 20 euros?

Os donativos deverão ser transferidos para o NIB 0035 0379 0000 1089 2301 6, e enviando o comprovativo ou os dados da transferência por email (para: geral@rea.pt), indicando que a quantia se destina ao Projecto Educação LGBT. A associação garante que o donativo não será gasto em nenhuma outra actividade e será emitido um recibo.

Tudo isto para que histórias tão belas como esta se tornem cada vez menos uma excepção.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Gira-discos, precisa-se!

The Fairy Godmother
Só pela deliciosa capa como poderia deixar escapar este disco das minhas mãos? Agora imaginem o que estará gravado nos finos círculos negros! "Finger licking good", "Eat where you want to", "I'm coming", "Let's take it upstairs" são alguns dos deliciosos nomes das canções que compõem este lp dos idos dos 60s. Alguém por aí com gira-discos que queira juntar-se e participar num serão retro-queer?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

2feira com Vive La Fête em loop!


Extracto do filme "J'ai tué ma mère", de Xavier Dolan, o mesmo realizador do filme referido no post anterior. E a música viciante dos belgas Vive La Fête, a dar um colorido especial a uma 2feira chuvosa e gelada.

sábado, 27 de novembro de 2010

Are you ready to be heartbroken?

Les amours imaginaires
Les amours imaginaires
E de repente há alguém que nos abala, que nos dá vontade de dar o melhor de nós, que nos faz inventar programas para o dia seguinte, que nos põe a pensar em prendas para oferecer, que nos ofusca a racionalidade, que nos faz desejar suspender o tempo, que nos põe eternamente à espera de um sms, que nos dá tusa, que nos faz sentir nas nuvens com um pequeno "olá", que nos faz acelerar o coração e tremer as pernas e que nos faz pensar "será que ele sente o mesmo eu?". É de tudo isto que é feito "Les amours imaginaires", filmado com uns belíssimos slow motions, grandes angulares e poucas profundidades de campo, acompanhada por uma banda sonora de nos pôr a suspirar de amor. Bons ventos que vêm do Canadá!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Contracorrente


Uma aldeia piscatória no Perú, um mar de azul intenso, praias solitárias, um pescador e um pintor, um amor escondido, correntes marítimas imprevisíveis, os preconceitos da comunidade, as tradições religiosas e a morte. São estes os ingredientes que constituem Contracorrente, mais um bela surpresa vinda da América do Sul.
Recomendo que não seja visto a um domingo à noite, sob pena de agravar eventuais estados de alma melancólicos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"LGBT, liberdade sexual! LGBT, liberdade sexual!"

Os rapazes na marcha
No sábado passado lá regressei eu à marcha lgbt do Porto, pela quarta vez consecutiva. Apesar de dizerem o contrário, na minha opinião não fomos tantos como no ano passado ou então estivemos um pouco desorganizados, mas nem por isso foi menos divertido, ou eu não estivesse muito bem acompanhado. Velhos e novos amigos juntaram-se à festa, o que deu uma alegria redobrada ao evento, tornando-a muito especial. E para acabar o dia em beleza, nada como ir dançar Lady Gaga para o Lusitano!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Guten Morgen a tod@s!


"Guten Morgen, Sonnenschein", Nana Mouskouri

Vá, não fiquemos demasiado contentes e toca a trabalhar - os que ainda têm emprego - para pagarmos as dívidas. Sim, que os amiguinhos alemães estão de olho em nós e ainda nos dão tau-tau se nos portarmos mal!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ovo kinder para miúdos graúdos

Tenga Egg
Remove-se da embalagem, desembrulha-se, abre-se a casca, retira-se o interior, lubrifica-se com gel e... voilà, sensações indescritíveis de prazer! Chamam-se Tenga Egg e encontram-se facilmente numa qualquer sex-shop. Testado e comprovado ;)

Nota: Usar com moderação!

sábado, 17 de abril de 2010

Transgenderismo de Maria

Terre Thaemlitz
Eu odeio religião. Odeio todas as religiões. Sem excepção. A vossa também. Odeio espiritualidade. Odeio todas as formas de viver espirituais. Odeio todas as formas de pensamento espirituais. Isto inclui espiritualismo secular, agnosticismo, superstição, astrologia, advinhação, leituras do carácter pessoal através do tipo sanguíneo, homeopatia, poder dos cristais, anjos, pessoas que racionalizam as suas crenças no vazio com a frase "ninguém sabe bem o que acontece depois de morrerem", e pessoas que acreditam que os Budistas nunca começaram uma guerra.

Nunca encontrei uma forma de espiritualidade que não envolvesse a reificação da ignorância individual e comunal. A espiritualidade mitiga a nossa incompreensão do material com contos sobre forças possuidoras de um conhecimento que consideramos faltar em nós próprios, muitas vezes personificado como seres ominipresentes. (...) A fé nos deuses é inseparável do nosso medo da confusão, do medo simultâneo do silêncio e do ruído, da nossa procura juvenil pela ordem onde a ordem não existe. (...) apresentar a fé como "a solução para o mundo de hoje" é fechar os olhos a séculos de dominação religiosa infernal que antecederam o fenómeno relativamente recente do Estado (na realidade, nunca muito) secular. A religião não é uma alternativa. É precedente. É tradição. É a nossa merda colectiva empilhada desde milhas de profundidade e ao longo de uma eternidade.


Quem o diz é Terre Thaemlitz, ou DJ Sprinkles como é conhecido nas pistas de dança, no concerto-conferência que deu ontem em Serralves, para uma pequena plateia curiosa por este multifacetado artista transgender.
No seu "Rosary novena for gender transitioning", explica-nos como, biologicamente, a procriação assexuada da Virgem Maria poderá ser interpretada como uma história de transformação de género.
Soube a pouco mas amanhã há mais!

terça-feira, 30 de março de 2010

Yellamma: a deusa dos travestis

Yellama: a deusa dos travestis
Yellamma, também apelidada Renuka, é a deusa das prostitutas e dos travestis. É igualmente a deusa dos Intocáveis e a que cura as doenças de pele. O seu templo encontra-se no estado de Karnataka. Durante a festa em sua honra, os devotos (os jogati) transportam sobre a cabeça, até ao templo, a sua efígie rodeada das personagens ligadas ao seu mito no intuito de a recarregar de potência divina.
Fonte: Museu do Oriente

Aí está uma boa razão para visitar a Índia, fugindo aos tradicionais circuitos das cidades imperiais do Rajastão ou das águas tépidas das praias de Goa.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Toca a entregar o IRS!


Arrancou hoje o período de entrega das declarações de IRS através da Internet para todos os trabalhadores dependentes. E porque não aproveitar a oportunidade para doar 0,5% dos nossos impostos a projectos que merecem o nosso apoio? A Ilga-Portugal é, na minha opinião, um desses exemplos. Aceitam-se outras sugestões.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A marcha do ódio

O que dá cabo da família é o desemprego
Eles eram cerca de 2500, nós éramos à volta de 100. Eles lançaram sobre nós pedras e preservativos, nós lançámos confettis e fitas de carnaval. Eles empunharam crucifixos e lançaram bem alto as suas mãos em saudações nazis. Nós distribuímos beijos e tocámos tambores com ritmos de festa.
O ódio "gaycista" desfilou na Avenida da Liberdade, juntando monárquicos, ultra-católicos, nacionalistas, skin-heads, "tias" vindas do cabeleireiro, "ratos" de sacristia e muitas "ovelhas" com badalo. As estatuetas fluorescentes da Nossa Senhora de Fátima andaram por lá com bandeiras nacionalistas a enfeitar, recordando coligações perigosas dos tempos da pré-liberdade.
Finda a nossa missão, um semblante cinzento apoderou-se de alguns de nós e outros não esconderam a estupefacção por tão grotesco espectáculo. O regozijo veio depois; tínhamos conseguido "roubar" alguns segundos de tempo de antena dos principais telejornais do dia [RTP, SIC]!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pelos direitos humanos


Amanhã junto a minha voz à de tantas outras vozes, em protesto contra a manifestação homofóbica que descerá a Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Convocada por um grupo de cidadãos católicos e fascistas, esta manifestação visa defender o casamento heterossexual e a família dita tradicional, tendo o apoio oficial da Igreja Católica e o apadrinhamento do PNR.
Junto-me a quem acha inadmissível aceitar-se serenamente uma marcha que tem como único objectivo promover o ódio sobre outros cidadãos. A quem se apropria de uma avenida simbólica para promover justamente a desigualdade. É um crime e uma clara violação dos direitos humanos, comparável ao ódio segregacionista e xenófobo.
Junto-me por esta razão e porque as formas de luta anti-discriminatórias também passam pela rua e são tão válidas como todas as outras. Juntem-se também!

Este Sábado, dia 20, às 15h em frente ao cinema S. Jorge.
Evento divulgado aqui

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Treze minutos e qualquer coisa


Parem o que tenham para fazer, relaxem por uns momentos e testemunhem o belíssimo início desta história de amor.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Felizes para sempre

Já somos um país civilizado e de vanguarda. Toca a encher as conservatórias (as igrejas serão uma questão de tempo) e casar com quem nos apetecer. Bom, não será bem assim, é preciso que o outro também o queira! Ah e nada de adoptar crianças! Era bom, era... Se quiserem crianças, pois que as façam!

"Propaganda Sentimental", Governo

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As vidas de Tónia e Agnès

Morrer como um homem
As praias de Agnès
Dois serões consecutivos de cinema deram-me a conhecer a história das vidas de duas mulheres, Tónia e Agnès.

Tónia é uma travesti da noite lisboeta e uma transexual com um processo de mudança de sexo em curso. Se o palco dá-lhe sucesso e momentos de felicidade, cá fora impera a solidão, a rejeição e a ânsia de quem quer amar e ser amada. O seu coração maternal fá-la perdoar os tormentos passados com a imaturidade do seu jovem namorado e acolher qualquer animal abandonado que se cruze com ela. É uma personagem ficcional, inventada pelo João Pedro Rodrigues mas inspirada livremente nesse mito das plumas que foi Ruth Bryden. "Morrer como um homem" é mais uma história filmada de uma forma surpreendente, por um realizador nada convencional. Desta vez dei por mim a não conseguir reter uma lágrima e a ficar bastante comovido com algumas das suas passagens. E que delícia onírica foi aquela apanha de gambuzinos, no meio de eucaliptos e mimosas!

Agnès é Agnès Varda. Ela mesma, a reparadora de redes de pesca, a fotógrafa, a realizadora, a costureira, a artista plástica, filha, mãe, avó, companheira, amiga, activista e tanta coisa mais. Ao chegar aos 80 anos de idade decidiu fazer um documentário sobre a sua longa vida. Um testemunho para deixar aos seus descendentes que, segundo ela, talvez não a conheçam na sua amplitude. Assim, surgiu "As praias de Agnès" porque os momentos mais significativos da sua vida passaram-se junto de praias. Que privilégio foi poder assistir a tão belo filme, repleto de momentos poéticos, que nos fazem sorrir vezes sem conta ou sentir aqueles arrepiozinhos de emoção. E melhor ainda foi poder vê-la ao vivo, a poucos centímetros de distância, de câmara na mão entre os espectadores, e escutar as palavras de quem viveu uma vida repleta de emoções e afectos. O problema é que agora apetece-me ver toda a sua filmografia e o Porto ainda não tem cinemateca, apesar das promessas e promessas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Saiam das gaiolas e venham para a rua!

4ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto
Segundo a PSP éramos cerca de mil pessoas. Enchemos as ruas do Porto de palavras de ordem, de alegria, de cores, de música e de emoção. Adultos, jovens, crianças, bebés e alguns cães juntaram-se à festa! A Rua de Santa Catarina foi pequena para acolher-nos. O vento foi nosso amigo e o bandeirão aguentou-se sem grandes rasgões. O meu balão fugiu no início e nunca mais regressou. Enchi-me de orgulho e por momentos imaginei que vivíamos num mundo perfeito, apesar das palavras de ordem dizerem o contrário. Não tenho fotos porque tive a infeliz ideia de levar a câmara analógica e ainda por cima com rolo a p&b!