terça-feira, 29 de julho de 2008

Uma vida sem amor

Un año sin amor, de Anahí Berneri
Pablo, 30 anos. Seropositivo, escritor. O medo da morte, a solidão, a ausência de afectos e a busca constante de um sentido para a vida levam-no a procurar no masoquismo um caminho que o permita avançar. Esta é a história de "Un año sin amor", filmada em Buenos Aires por Anahí Berneri.
Estranha forma de encontrar a solução para os seus males. Como se pode encontrar conforto num quarto escuro de uma discoteca ou numa sala de um qualquer cinema porno? De que forma a submissão poderá preencher o vazio deixado pela ausência de amor? Como poderá a dor e a humilhação compensar a inexistência de um carinho? Não será antes reflexo de uma desistência pela vida e de tudo o que de belo ela nos pode proporcionar? E não será revelador de um enorme tormento interior e de uma total ausência de autoestima? Não será a busca constante de sexo desprovido de afectos uma forma de fuga à realidade a todo o custo, tal como são todas as outras adicções? Estarei simplesmente a ser preconceituoso na minha percepção? Haverá realmente alguém que escolha conscientemente este caminho e possa ser verdadeiramente feliz?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os reflexos dos pensamentos

Os reflexos dos pensamentos
9:30AM. Perco o meu olhar no rio e no casario encavalitado, escuto os motores que passam pela ponte, recordo os afectos do fim de semana e ganho coragem para mais um recomeço.

Amores de Lisboa

Amores de Lisboa

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quarto para arrendar

Procura-se alguém pacato e boa onda que esteja à procura de um quarto no Porto. Oferece-se um quarto espaçoso, equipado, com muita luz, Metro à porta, serventia total dos espaços comuns da casa, em apartamento agradável, ambiente tranquilo e descontraído, partilhado apenas com o proprietário da casa e uma gata simpática. Para mais informações, clicar aqui.

Sumo de melancia com pedras de gelo

Eu e a melancia
Já vem sendo hábito chegarmos ao verão e o marasmo instalar-se nas salas de cinema desta cidade. Parece que cinema de qualidade não rima com calor. Resta-nos algumas boas notícias e estar atento aos circuitos independentes e reposições que ainda possam surgir.
Por estes dias o Cine-Estúdio do Campo Alegre volta a repetir a iniciativa de outros anos, repondo alguns filmes que estiveram em cartaz no último ano. Aproveito para ver "Tian bian yi duo yun " ou por cá chamado de "O Sabor da Melancia", perdido no inverno passado.
Tsai Ming-Liang traz-nos um filme sobre a falta de água, o consumo desmedido de melancias, personagens estranhamente solitárias que vagueiam sem rumo, cenas de sexo expostas ao ridículo, muitos silêncios e pausas musicais supostamente hilariantes mas que não quebram a melancolia e tristeza sentidas até ao final. Alguém dizia que este filme relatava uma história de amor. Pelo contrário, na minha opinião é uma história sobre a incapacidade de amar. A última cena do filme é a revelação dessa incapacidade sentida pela personagem masculina desta história. Mas quem disse que o amor é a única coisa que pode ligar duas pessoas? Não conhecemos todos exemplos de casais que estão unidos por tudo e mais alguma coisa, menos pelo amor? Mas até se pode compreender, amar dá muito trabalho e nem todos estão dispostos a ceder, a encontrar equilíbrios, a dialogar, a sofrer... Quanto mais inócuo, melhor! :P
Bom, é um filme para ver num dia tendencialmente bem disposto para não sermos demasiado afectados por essa melancolia.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Retrokitsch dos 80's

Ontem ligo o automóvel e o radio começa a cantar sozinho esta música. Que flashback tão piroso! E não é que eu cantarolava esta música quando tinha dez anos?! Sabia eu lá o que dizia este senhor...
Pois quis partilhá-la convosco, bem como o link para o site oficial do cantor, igualmente saído dos 80's, isto se algum dia tivesse havido sites nessa época.
Ah! E quem se atreve a fazer uma festa de músicas delicodoces desses tempos? ;)


The Lady in Red - Chris de Burg

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mais um adeus

Miradouro da Graça, Lisboa
Mais uma viagem relâmpago a Lisboa e sou confrontado com um novo adeus, desta vez a um tio que, apesar de só ter um dente na frente, não tinha nenhuma vergonha em sorrir muito. Acho admirável alguém rir tanto e fazer os outros rir, sabendo as amarguras da vida por que passou.
Recordo o som das cigarras, o pôr do sol no miradouro, o calor intenso, os choros murmurados, as histórias de um tempo que não volta para trás e os cumprimentos formais de pessoas que pouco mais têm em comum que um simples apelido. E tento imaginar o que poderá sentir alguém que se vê confrontado com sucessivos desaparecimentos de pessoas que fazem parte da sua história de vida.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Insuficiências (reply)

Um amigo especial encontrou uma resposta para a minha pergunta. Segundo ele, só o amor pelas pessoas belas pode preencher esse vazio. Apenas as pessoas belas. Nem coisas, por mais belas que elas sejam, nem pessoas que não sejam belas.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Insuficiências

Porquê que por vezes amar as coisas belas não é suficiente para deixarmos de sentir algum vazio dentro de nós?