segunda-feira, 21 de abril de 2008

Pichet Klunchun and Jérôme Bel

Pichet Klunchun and Myself, de Jérôme Bel
No passado sábado o coreógrafo Jérôme Bel e o bailarino/coreógrafo Pichet Klunchun juntaram-se em palco numa espécie de documentário teatral, retratando um encontro real entre os dois. Em 90 minutos de espectáculo ficamos a saber quem são e o que fazem, confrontando-nos com as suas diferenças culturais e artísticas. Partilharam connosco as suas ideias, práticas e conceitos. Aprendemos a compreender a complexidade da dança tradicional tailandesa Khon e as desconcertantes performances de Jérôme Bel. Sentimo-nos próximos deles. Temos vontade de ver (ou rever) os seus trabalhos. E não esperávamos rir tanto com momentos tão simples e tão genuínos (apesar de sabermos que foram construídos e repetidos tantas vezes por esse mundo fora). Fazem-me sentir afortunado por ter assistido a um momento assim.

domingo, 20 de abril de 2008

Händel: Se pietà de me non senti


Não consegui conter uma lágrima que rolou pelo meu rosto quando, a caminho de casa, escutei esta música.

Intermezzo

Foz do rio Douro, Porto

Fading Hutongs

Fading Hutongs, de Júlio de Matos
As siheyuan [habitações tradicionais chinesas de planta quadrangular e compostas por um pátio interior] e os hutongs [emaranhado de ruas que as interligam], que remontam aos tempos de Marco Polo, estão a desaparecer de Beijing. Em nome do crescimento económico, da Nova China, de novos valores [ou da sua ausência], estes vestígios do passado estão a ser destruídos a um ritmo acelerado e os seus habitantes, desorientados e desraízados, vão sendo alojados nas novas torres de apartamentos. Os velhos já não jogam às cartas e as crianças comunicam entre si através da internet.
Júlio de Matos registou fotograficamente o fim de um tempo e o CPF mostra-nos agora o seu trabalho. Belíssimo!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Primavera chuvosa e cultural

Cat Power
O vento uiva, a chuva bate com força nas persianas, tenho a Micas em cima de mim a fazer ronrom e vejo a programação cultural do Porto (e arredores) para as próximas semanas. Nick Cave, Cat Power, Diamanda Galás, Feist, CocoRosie, Jérôme Bel, Bernardo Sassetti e a extensão do IndieLisboa são alguns dos artistas e eventos que destaco. Não poderei ir a todos porque a carteira não estica, mas já fiz as minhas escolhas. Há que estabelecer prioridades. Já fazia tempo que não tinhamos tanta oferta por escolher ou andava desatento? Só faltava mesmo cá a Pina Bausch...
Hum... como é bom dormir com a tempestade lá fora...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Só há Liberdade a sério...

Hoje, à saída do trabalho, passando pela Praça da Liberdade, escutei alto e bom som esta música:

Estamos no mês da comemoração da liberdade e, mais do que nunca, é importante que não nos esqueçamos dela. Como diz Sérgio Godinho,

"Só há Liberdade a sério
quando houver:
a Paz, o Pão, a Habitação,
Saúde, Educação
só há Liberdade a sério
quando houver
liberdade de mudar e decidir"

As cores de Lisboa

As cores de Lisboa

Venus as a boy e a Floresta Azul

Venus as a boy e a Floresta Azul
Por J.

Regresso a Lisboa

Lisboa, Miradouro da Senhora do Monte
Sta Apolónia, J., abraços, Alfama, café, conversar, fado vadio, jardins da Gulbenkian, ler muito, bolo do Noddy, Xica linda, jardins da Torre de Belém, amigos, balões, Rita, festa, sorrisos, vento, sol, nuvens, prendas, fotos, "parabéns a você...", Tejo, Graça, Senhora do Monte, pôr-do-sol, caminhar, conversar, Vila Berta, serão caseiro, conversar, manhã ensonada, Museu do Chiado, revolução cinética, cores, luzes, fotos, floresta azul, gargalhadas, partilha, regresso à infância, jardim de São Pedro de Alcântara, salada de bacalhau, conversar, Adamastor, despedidas, Daniel, mais despedidas, saudades, Sta Apolónia.